OpenAI alarga à Ucrânia o acesso para ciberdefesa civil
A OpenAI anunciou hoje que dará ao Governo da Ucrânia acesso ao seu programa Daybreak, para apoiar a ciberdefesa das infraestruturas civis. Em colaboração com o Ministério da Transformação Digital, a OpenAI dará às equipas ucranianas acesso a ferramentas para identificar vulnerabilidades de software e desenvolver e testar correções mais rapidamente.
O anúncio foi feito à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas por Dmytro Kushneruk, cônsul-geral da Ucrânia em São Francisco, e Sasha Baker, responsável pela Política de Segurança Nacional na OpenAI.
As forças de defesa ucranianas enfrentam ciberataques persistentes da Rússia, além de ataques físicos às infraestruturas do país. A equipa nacional ucraniana de resposta a incidentes de cibersegurança, CERT-UA, tratou(abre numa nova janela) de quase 6000 incidentes cibernéticos em 2025. Entre estes contam-se ataques a sistemas hospitalares, ao setor energético e às telecomunicações, o que evidencia a pressão sobre as organizações que prestam serviços essenciais aos ucranianos.
O Daybreak da OpenAI dá aos profissionais de ciberdefesa acesso a IA avançada para trabalhos de segurança autorizados, desde a análise de software antigo e a investigação de atividades suspeitas até à validação de vulnerabilidades e ao teste de correções.
É com orgulho que apoiamos as forças de ciberdefesa da Ucrânia, que protegem diariamente serviços essenciais contra ataques. Através do Daybreak, entidades públicas e privadas têm a oportunidade de reforçar as suas ciberdefesas antes que novas ameaças ganhem terreno. A Ucrânia já está na linha da frente e as suas forças de defesa precisam de apoio imediato. Queremos colocar ferramentas mais avançadas nas suas mãos para as ajudar a encontrar e corrigir vulnerabilidades e a proteger as redes críticas das quais as pessoas dependem.
—Sasha Baker, responsável pela Política de Segurança Nacional na OpenAI
A Ucrânia demonstrou, sob a mais extrema pressão, que a ciberdefesa é uma componente central da segurança nacional. Proteger as infraestruturas civis implica defendê-las de ataques físicos e digitais, para que as pessoas possam continuar a viver, trabalhar e aceder a serviços essenciais. Estamos agora a colocar a nossa tecnologia e os nossos recursos ao serviço desse esforço, ajudando o Governo ucraniano a reforçar as suas ciberdefesas com IA.
—George Osborne, responsável da OpenAI para os Países
A OpenAI já disponibilizou os seus modelos de cibersegurança a equipas de defesa na Europa, incluindo em França, na Alemanha e na Polónia, entre outros países. A ENISA, a agência de cibersegurança da UE, utilizou os modelos para identificar vulnerabilidades em software usado nas instituições europeias, entretanto todas corrigidas.
Na Polónia, a agência nacional de cibersegurança, CERT Polska, utilizou modelos da OpenAI para ajudar a descobrir seis vulnerabilidades em software de routers de terceiros. O fornecedor lançou correções que, segundo a CERT Polska, impedem os ataques observados.


