Saltar para o conteúdo principal
OpenAI

29 de maio de 2026

Boston Children’s usa IA para revelar novos diagnósticos

O Boston Children’s trata a IA como infraestrutura para reduzir custos, aumentar a capacidade e diagnosticar casos antes considerados impossíveis.

Dimensão da empresa: Enterprise
Região: América do Norte
Setor: Saúde
Produtos: ChatGPT

Resultados

40+

doenças raras diagnosticadas que antes continuavam sem resposta

Resultados

60,000

horas poupadas em fluxos de trabalho com IA

Resultados

$7M+

em trabalho reafeto graças à poupança de tempo operacional

Resultados

50+

automatizações que apoiam fluxos de trabalho operacionais

A carregar…

O Boston Children’s Hospital não recorreu à inteligência artificial apenas para experimentar nova tecnologia. O hospital integrou a IA em toda a organização como parte central da sua infraestrutura clínica e operacional, para melhorar a prestação de cuidados aos seus doentes pediátricos, em especial aos que têm doenças complexas e raras. Ao integrar a IA nos fluxos de trabalho diários, a equipa reduziu custos operacionais, melhorou o acesso aos cuidados e ajudou a diagnosticar mais de 40 doenças raras que antes continuavam sem resposta.

Operar sob pressão

O Boston Children’s Hospital é uma das maiores instituições pediátricas do mundo, servindo doentes em mais de 40 especialidades, com perto de 1 milhão de consultas externas por ano.

Como muitos sistemas de saúde, opera sob fortes restrições financeiras, ao mesmo tempo que gere uma carga administrativa crescente. Equipas de cadeia de abastecimento, faturação e operações lidam com grandes volumes de tarefas repetitivas, desde o processamento de faturas à coordenação de horários. Estes processos são necessários, mas exigem muito tempo, afastando as equipas de trabalho de maior valor.

Ao mesmo tempo, as equipas clínicas enfrentam outro tipo de limitação. Os casos de doenças raras envolvem frequentemente dados genéticos fragmentados, históricos clínicos incompletos e um volume esmagador de literatura médica. Mesmo numa instituição de investigação de referência, os médicos não conseguem sintetizar toda essa informação com rapidez suficiente para chegar a todos os diagnósticos.

«O problema não é a falta de esforço», afirma John Brownstein, Chief Innovation Officer no Boston Children’s. «São os limites cognitivos humanos.»

Criar a base com uma camada de IA empresarial

O Boston Children’s começou com casos de utilização individuais de IA, incluindo ferramentas de documentação e tradução. Mas esses esforços iniciais depressa expuseram os limites de uma abordagem fragmentada.

«Não podemos simplesmente depender de soluções pontuais», afirma Brownstein.

O hospital passou a construir aquilo a que Brownstein chama uma camada de IA empresarial: um ambiente interno e seguro de ChatGPT utilizado por equipas de investigação, clínicas e administrativas. Em vez de tratar a IA como um conjunto de ferramentas, a organização criou uma base partilhada onde novas capacidades podiam ser desenvolvidas e implementadas rapidamente.

Este sistema permite que as equipas trabalhem com IA de formas diretamente relevantes para as suas funções, quer isso envolva aceder a dados internos, sintetizar literatura médica ou simplificar fluxos de trabalho. Foram criadas estruturas de governação em paralelo com a tecnologia para garantir segurança, monitorização e avaliação consistente.

A mudança alterou o ritmo da inovação. Ferramentas que antes exigiam ciclos de desenvolvimento prolongados podem agora ser implementadas em dias, permitindo à organização responder rapidamente tanto a exigências operacionais como a necessidades clínicas.

Hoje, mais de um terço dos colaboradores utiliza IA no trabalho diário, abrangendo funções clínicas, de investigação e administrativas.

Redesenhar fluxos de trabalho nas operações

O Boston Children’s concentrou-se primeiro nas áreas em que a IA podia gerar impacto operacional mensurável. Nas operações da cadeia de abastecimento, a IA gere agora a receção, o encaminhamento e as respostas a faturas.

Em paralelo, o hospital aplicou a IA ao agendamento cirúrgico. Ao analisar notas clínicas e estimar a acuidade dos doentes, o sistema melhora a forma como o tempo de bloco operatório é alocado. Isto permite planear horários com maior antecedência, aumentando a utilização e permitindo que mais doentes recebam mais rapidamente os cuidados de que precisam.

Além disso, os médicos utilizam a IA para apoiar decisões e sintetizar informação clínica complexa. Os investigadores aplicam-na à análise de dados e à criação de coortes. As equipas administrativas recorrem a ela para redigir documentos, apoiar a codificação e melhorar fluxos de trabalho.

A organização liga estas mudanças diretamente a resultados mensuráveis. Em mais de 50 automatizações, o Boston Children’s conseguiu poupar cerca de 60 000 horas, o equivalente a mais de 7 milhões de dólares em trabalho reafeto.

A organização concentrou-se em tornar a IA relevante para o trabalho quotidiano, em vez de a introduzir como uma iniciativa isolada.

«O essencial aqui é ir ao encontro das pessoas onde elas estão», afirma Brownstein.

Avançar no diagnóstico de doenças raras e na investigação genética

A par das melhorias operacionais, o Boston Children’s investiu em IA para a descoberta clínica. O hospital desenvolveu aquilo que descreve como um «geneticista copiloto», concebido para integrar dados genéticos, informação fenotípica e literatura médica mundial.

Este sistema responde a um dos desafios mais difíceis da medicina: diagnosticar doenças raras que permaneceram sem explicação durante anos.

Como resultado deste trabalho, foram feitos até hoje mais de 40 diagnósticos que antes eram considerados impossíveis. O trabalho também levou à identificação de novos alvos genéticos e potenciais vias terapêuticas.

«Combinamos informação genética, informação fenotípica, pesquisa de literatura e o raciocínio da IA para levar diagnósticos a famílias que antes ficavam sem quaisquer respostas», afirma Brownstein.

Para os doentes e as famílias, o impacto é imediato e tangível. Casos que antes permaneciam sem resposta estão agora a produzir respostas e, em alguns casos, novas direções de tratamento.

«Isto era impensável antes, mas está agora a dar esperança a tantas famílias», afirma Brownstein.

Cuidados viabilizados por IA à escala

A próxima fase da estratégia de IA do Boston Children’s centra-se numa integração mais profunda e numa adoção mais ampla. A liderança vê uma oportunidade significativa para expandir tanto a utilização como o impacto.

O hospital está a trabalhar para integrar mais plenamente a IA na tomada de decisões clínicas, alargar ferramentas a várias especialidades e continuar a aperfeiçoar modelos em colaboração com a OpenAI.

Com o tempo, espera-se que a IA se torne uma componente central da prática médica.

«Como não querer ter ao lado um médico extraordinariamente formado, com todo o conhecimento médico do mundo?» afirmou Brownstein.

No Boston Children’s, a IA está a tornar-se parte da infraestrutura que apoia a prestação de cuidados, a investigação e a descoberta — redefinindo o que é possível tanto para médicos como para doentes.

Junte-se à nova era do trabalho

Mais de 1 milhão de empresas em todo o mundo estão a obter resultados significativos com a OpenAI.