A abordagem da Blue J para crescer em áreas reguladas complexas
A Blue J chegou a três países e a mais de 3000 empresas graças ao foco, à especialização no setor e ao modelo certo da OpenAI.

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Horas poupadas por utilizador por semana
1/700
Menos de 1 em 700 respostas contestada
A investigação fiscal tradicional começa pela análise de centenas de fontes, antes sequer de se iniciar a respetiva interpretação. Depois, os profissionais da área fiscal passam horas a analisar leis, regulamentos, decisões, jurisprudência e comentários de especialistas para compreender como as regras interagem e chegar a uma resposta concisa.
Consoante a complexidade da questão, este processo pode demorar horas, dias ou até semanas e, ainda assim, produzir resultados incoerentes ou desatualizados, sendo que cada nuance ignorada pode ter custos reais.
A Blue J foi fundada em 2015 por professores e profissionais de direito fiscal que reconheceram a necessidade de melhores ferramentas de investigação fiscal. Partindo das primeiras experiências de utilização da IA para prever os resultados de processos de direito fiscal, a equipa desenvolveu vários produtos para apoiar empresas de fiscalidade e contabilidade de todas as dimensões.
Quando o ChatGPT foi lançado, a Blue J viu uma oportunidade de criar algo novo: combinar raciocínio avançado sobre regulamentos complexos com recuperação estruturada de informação para fornecer, em segundos, respostas fiscais especializadas, acompanhadas de citações no texto e listas de fontes nas quais os profissionais podem confiar.
Nos dois anos seguintes ao lançamento, a Blue J disponibilizou nos EUA, no Canadá e no Reino Unido um motor de investigação fiscal com GPT‑4.1. Lançou o primeiro produto apenas seis meses após a estreia do ChatGPT e, depois, melhorou-o rapidamente, aprendendo com o feedback e criando uma estrutura de avaliação sólida.
Atualmente, mais de 70% dos utilizadores iniciam sessão todas as semanas e menos de uma em cada 700 respostas é contestada. A Blue J partilhou o que aprendeu sobre como entrar num setor complexo e crescer rapidamente, tornando a confiança, o rigor e a rapidez inegociáveis.
«Avançámos rapidamente porque já conhecíamos o problema e sabíamos como resolvê-lo. A OpenAI deu-nos a qualidade de modelo de que precisávamos para aplicar esses conhecimentos em grande escala.»
A solução de investigação fiscal da Blue J assenta num sistema de geração aumentada por recuperação (RAG), que combina o GPT‑4.1 com uma biblioteca própria de milhões de documentos selecionados, incluindo fontes primárias oficiais e comentários de especialistas provenientes de fontes como a Tax Notes.
Quando um utilizador coloca uma questão fiscal como «O que é o torpedo SALT criado pela OBBBA e como pode ser mitigado?», a Blue J recupera imediatamente as fontes e o GPT‑4.1 sintetiza-as numa resposta clara e integralmente citada, que se assemelha mais à orientação de um colega de confiança do que ao output de um modelo. É um sistema que só poderia ser criado por uma equipa fluente tanto em fiscalidade como em tecnologia.
«Testámos muitos modelos e o GPT‑4.1 é aquele que faz sempre aquilo de que precisamos», afirma Janssen. «Segue instruções, respeita o contexto e lida com casos extremos melhor do que qualquer outro que tenhamos visto.»
Na área fiscal, até pequenos erros podem desencadear auditorias, atrasar declarações ou causar perdas financeiras reais aos clientes. A equipa da Blue J sabia por experiência própria que até os casos extremos mais raros poderiam comprometer a confiança se não fossem detetados e corrigidos rapidamente. Por isso, desde o primeiro dia, concebeu o produto para recolher feedback e promover melhorias em grande escala, orientada pelos conhecimentos especializados da sua equipa de investigação fiscal.
Para melhorar o sistema a cada utilização, a Blue J introduziu a partilha opcional de dados para os clientes que quisessem contribuir para a melhoria do produto. Todas as respostas da Blue J incluem um botão «Discordo» e, quando este é selecionado, a resposta é sistematicamente classificada por tipo de problema, tema fiscal e provável causa principal.
Este ciclo deteta erros pontuais e revela padrões. Se as consultas sobre a tributação de parcerias tiverem um desempenho inferior, a equipa investiga. Se um prompt gerar respostas incoerentes, a equipa ajusta-o. O GPT‑4.1 sustenta esta camada de triagem, analisando milhares de elementos de feedback, agrupando problemas relacionados e ajudando as equipas de produto e investigação fiscal da Blue J a concentrarem os seus esforços onde terão maior impacto.
Como o GPT‑4.1 responde de forma consistente, até as pequenas melhorias se acumulam. O resultado é um sistema que aprende com cada interação, permitindo iterações mais rápidas, respostas de maior qualidade e um produto que evolui em sintonia com as necessidades dos utilizadores. Este ciclo virtuoso ajudou a Blue J a reduzir a taxa de discordância para menos de uma em cada 700 respostas.
O desenvolvimento iterativo do produto também ajuda a Blue J a antecipar-se à mudança. Quando uma ampla reforma fiscal foi aprovada nos EUA em 2025, a equipa já tinha passado seis semanas a mapear o respetivo impacto em toda a base de código. Poucas horas após a promulgação da lei, os utilizadores já viam respostas atualizadas em produção.
Num setor em que as regras mudam e o rigor é essencial, é este sistema de ciclo fechado que permite à Blue J manter-se rápida, fiável e à frente do mercado.
A qualidade do modelo não é apenas uma funcionalidade: é um requisito indispensável. A Blue J avalia cada nova versão de um modelo com um conjunto de testes de referência composto por mais de 350 prompts dos EUA, do Canadá e do Reino Unido em matéria de direito fiscal. Cada modelo é testado quanto ao cumprimento das instruções, à correspondência com as fontes e à clareza das respostas, garantindo que as melhorias nos prompts ou na lógica de recuperação são sustentadas por um comportamento previsível em situações reais.
«Apesar de os termos testado a todos, nunca lançámos um modelo que não fosse da OpenAI», afirma Janssen. «Os modelos da OpenAI têm superado sistematicamente os nossos testes de referência internos, sobretudo no cumprimento de instruções e na apresentação de respostas à altura dos nossos padrões de utilização no mundo real.»
Os clientes recorrem à Blue J como ferramenta principal de investigação fiscal durante todo o ano, e não apenas na época das declarações fiscais. Mais de 70% dos utilizadores iniciam sessão todas as semanas, poupando 2,7 horas semanais por utilizador em investigação e comunicação com clientes — tempo que reinvestem em planeamento e consultoria com margens mais elevadas.
A Blue J alcançou este nível de envolvimento ao concentrar-se naquilo que conhece melhor do que ninguém: as necessidades reais dos profissionais da área fiscal. O GPT‑4.1 reforça os conhecimentos especializados da equipa com outputs estruturados, cumprimento consistente das instruções e resultados fiáveis. Para os fundadores, a conclusão é clara: façam da vossa especialização uma vantagem central e utilizem os modelos certos para crescer.


