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OpenAI

Um guia prático para criar com o GPT‑5

Estratégias comprovadas por startups para migrar, escrever prompts e dimensionar com o mais recente modelo de vanguarda da OpenAI.

Conheça o GPT‑5: o nosso modelo mais poderoso e orientável até à data.

Concebido para todo o espetro de tarefas de codificação e agênticas, o GPT‑5 é mais rápido, mais inteligente e mais adaptável do que qualquer outro produto que lançámos. O maior ponto forte é a capacidade de resposta às instruções, tornando mais fácil do que nunca moldar o comportamento de acordo com o caso de utilização específico.

Mas há um senão: cada novo modelo «pensa» de forma ligeiramente diferente. Os prompts que funcionavam com o GPT‑4.1 ou outros modelos nem sempre se aplicam diretamente. Para aproveitar todo o potencial do GPT‑5, terá de aperfeiçoar os prompts e adaptá-los aos comportamentos e às personalidades únicas deste modelo.

O nosso mais recente modelo principal representa um grande avanço no que as startups podem alcançar, tanto devido ao desempenho vanguardista (74,9% no SWE-bench Verified) como aos controlos de que os programadores dispõem para orientar e moldar o comportamento. O GPT‑5 destaca-se em tarefas de raciocínio multi-passo e agênticas em que a fiabilidade, a profundidade e o controlo são fundamentais: analisar entradas complexas, orquestrar a utilização de ferramentas ou gerir fluxos de trabalho multi-fase. Além dos casos de utilização agênticos, quer pretenda refinar interfaces de linguagem natural, potenciar ferramentas de desenvolvimento, gerar outputs estruturados ou automatizar processos empresariais complexos, o GPT‑5 oferece maior precisão, melhor consistência e um comportamento mais previsível do que qualquer modelo anterior.


O que iremos abordar neste guia

Neste guia, iremos partilhar técnicas comprovadas para aproveitar ao máximo o GPT‑5, com base no nosso trabalho com startups de renome, incluindo recursos técnicos e passos práticos para começar.

  1. Migração: Passos para migrar para a Responses API, concebida para oferecer dimensionabilidade a longo prazo, velocidade e novas capacidades de raciocínio.

  2. Otimização: Técnicas para desenvolver prompts eficazes que o ajudam a avançar mais rapidamente e a reduzir os custos de engenharia.

  3. Orientação: Os novos controlos permitem-lhe orientar a forma como o modelo raciocina e comunica, de modo a ajustar o esforço e o resultado em função da complexidade da tarefa.

  4. Resolução de problemas: Recursos para evitar problemas comuns, como pensar demasiado ou dar respostas demasiado longas.

No fim deste guia, deve compreender como aproveitar ao máximo o GPT‑5 para obter um comportamento mais consistente, previsível e preciso, otimizando simultaneamente os custos.


Passo 01: Migrar para a Responses API

O primeiro passo para aproveitar toda a inteligência do GPT‑5 é criar na infraestrutura concebida para o mesmo. Apenas a Responses API permite que o modelo mantenha as respetivas cadeias de pensamento (itens de raciocínio) entre trocas de mensagens e chamadas de ferramentas, seja através de gestão de estado da OpenAI ou devolução de itens de raciocínio encriptados.

Isto significa que cada pedido enviado ao modelo tem acesso ao contexto interno completo, o que aumenta significativamente o desempenho e melhora o armazenamento em cache para reduzir os custos, capacidades que a API Chat Completions simplesmente não suporta.

Velocidade

A utilização mais inteligente de ferramentas e a gestão de estados incorporada reduzem o código de junção e a orquestração. Envia produtos mais rapidamente com menos engenheiros e dedica mais tempo aos seus produtos e clientes.

Dimensionar sem atrito

O raciocínio em contexto completo, combinado com desempenho mais rápido e taxas de acertos de cache mais elevadas, reduz os custos de infraestrutura e a latência à medida que cresce. Compatível com retenção zero de dados (ZDR), não fica limitado ao padrão de implementação atual, mantendo-se preparado para os fluxos de trabalho agênticos que definirão as aplicações do futuro.

Preparado para o futuro

A Responses API é o caminho a seguir para novas capacidades de raciocínio. Criar aqui permite-lhe evitar as APIs legadas quando são lançadas as funcionalidades mais avançadas e alinha a sua base de código com as áreas em que a OpenAI está a investir mais intensamente, proporcionando-lhe estabilidade a longo prazo à medida que o ecossistema evolui.

A Responses API é a interface unificada para trabalhar com o GPT‑5. Para maximizar o desempenho e preparar a sua startup para o futuro, recomendamos vivamente que mova os fluxos de trabalho para a Responses API hoje.

Captura de ecrã de um tweet de Greg Brockman (@gdb), conta verificada, que diz «Experimente utilizar a Responses API com o GPT-5:» e cita um tweet de Shen Zhuoran (@CMS_Flash), conta verificada, datado de 18 de agosto. O tweet citado diz: «É incrível a enorme diferença que se nota no GPT-5 ao simplesmente mudar da Completions API para a Responses API. É de outro mundo, @augmentcode». O tweet apresenta a data e hora de 10h04 · 19 de agosto de 2025.

Passo 02: Otimização de prompts

Passar para o GPT‑5 não é só a adoção de um novo modelo, uma vez que se trata de dominar a arte de o otimizar. As startups que desenvolvem práticas sólidas de criação de prompts avançam mais rapidamente, têm menos despesa em custos de engenharia e criam produtos que proporcionam uma experiência significativamente melhor aos utilizadores.

Captura de ecrã de um tweet de Alex Duffy (@alxai_), conta verificada. O tweet afirma que uma boa formulação de prompt é mais importante com o GPT-5, uma vez que este é altamente orientável: prompts medíocres produzem resultados piores, enquanto prompts excelentes produzem resultados melhores. Salienta uma diferença de desempenho no GPT-5 com raciocínio mínimo, com prompts otimizados apresentados a vermelho e os de referência a cinzento. Abaixo do texto encontra um gráfico de caixa e bigodes com tema escuro intitulado «Desempenho do modelo como a França», mostrando várias configurações do modelo no eixo x e a pontuação do jogo no eixo y. As distribuições vermelhas (otimizadas) aparecem geralmente mais altas do que as cinzentas (linha de base), destacando as diferenças de desempenho, com alguns grupos de modelos contornados para dar ênfase.
Começar com as avaliações

Comece por executar os seus prompts existentes como estão nas suas avaliações, de modo a estabelecer uma linha de base e verificar como os outputs divergem das expectativas.

Inspecione o raciocínio do modelo

Em casos específicos de falha, faça loop no processo de avaliação e faça stream dos resumos do raciocínio do GPT‑5 na Responses API. Observar o raciocínio do modelo ajuda-o a identificar onde é necessário orientá-lo melhor.

Metaprompt e simplificação

O GPT‑5 é versado em metaprompting: utilize o modelo para aperfeiçoar os próprios prompts à medida que itera. Frequentemente exige menos orientação do que os modelos mais antigos. Instruções mais curtas e claras podem apresentar melhores resultados.

Modelo e documento

Quando os prompts funcionarem de forma fiável, guarde-os em modelos reutilizáveis ou numa biblioteca de prompts. Documente quais os outputs corretos e incorretos, para que a equipa possa trabalhar de forma consistente, e reveja-os periodicamente à medida que as técnicas evoluem.


Passo 03: Orientar o GPT‑5 com raciocínio, verbosidade e novas capacidades

O GPT‑5 apresenta novos controlos que lhe permitem ajustar com precisão a forma como o modelo raciocina e comunica. Estas capacidades ajudam as startups a adaptar o esforço e o output do modelo à complexidade específica dos produtos.

Esforço de raciocínio

reasoning_effort determina o nível de raciocínio do modelo (e a facilidade com que chama ferramentas). O valor predefinido é médio; as opções são mínimo, baixo, médio, e alto. Experimente ajustar o esforço à complexidade da tarefa e avalie os resultados com base nas avaliações utilizando o guia para geração de prompts(abre numa nova janela).

Verbosidade

verbosity influencia o comprimento da saída do modelo. As opções são baixo, médio, e alto. Também pode adicionar instruções de prompt para cenários em que pretende que o modelo substitua o valor predefinido.

Orientação para experimentação

O GPT‑5 é altamente orientável. Estes parâmetros dão-lhe maior controlo sobre o comportamento do modelo. Não há uma única configuração ideal e determinística. Experimente e avalie sistematicamente para identificar o que funciona melhor para o seu caso de utilização.


Passo 04: Resolução de problemas com padrões comuns

Com base no nosso trabalho em estreita colaboração com centenas de startups, observamos problemas recorrentes, como reflexão excessiva, reflexão insuficiente, deferência excessiva, outputs demasiado longos, problemas de latência (consulte Otimização da Latência(abre numa nova janela)), uso excessivo de ferramentas e chamadas de ferramentas malformadas. Uma vez que o GPT‑5 é altamente orientável e está sempre disposto a seguir instruções, um ajuste cuidadoso do prompt, aliado a avaliações sólidas e uso de metaprompts, resolve rapidamente a maioria destes problemas. Para obter orientações mais detalhadas sobre como diagnosticar e corrigir cada padrão, explore o GPT‑5 Troubleshooting Cookbook(abre numa nova janela).


Sobre os autores

Este guia foi elaborado por Hillary Bush(abre numa nova janela), Diretora de Contas para Startups, e Prashant Mital(abre numa nova janela), Arquiteto de Soluções para Startups, com base na sua experiência de trabalho com as principais startups que tiram proveito do GPT‑5.

Criaram este guia após ajudarem dezenas de startups em fase inicial e em fase de crescimento a adotar o GPT‑5 na produção, observando padrões consistentes na forma como as equipas mais bem-sucedidas migraram APIs, ajustaram prompts e utilizaram novos controlos de raciocínio para lançar produtos mais rapidamente e criar produtos mais robustos.

O objetivo da equipa de Startups da OpenAI é divulgar amplamente estas práticas recomendadas, para que qualquer startup, esteja na fase de pré-lançamento ou em expansão global, possa acelerar o percurso desde a ideia até ao impacto com o GPT‑5. Esperamos que este guia lhe tenha sido útil. Boa criação!

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