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OpenAI

30 de julho de 2025

As três lições da Intercom para estabelecer vantagem sustentável em IA

Com experimentações desde o início, medições rigorosas e o desenvolvimento de uma arquitetura que evolui a cada novo modelo, a Intercom criou uma plataforma expansível de IA que oferece novos recursos em questão de dias, não meses.

Fios de cobre com reflexos brilhantes em primeiro plano, com logotipo branco da Intercom sobreposto e centralizado na imagem.
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Quando o GPT‑4 foi lançado em 2022, a Intercom(abre em uma nova janela) já estava pronta para criar. Em poucas horas, a empresa de software de atendimento ao cliente começou suas experimentações e em apenas quatro meses lançou o Fin, seu agente de IA que hoje resolve todos os meses milhões de consultas dos clientes.

Esse ímpeto inicial não aconteceu por acidente. Com os saltos dos LLMs, a Intercom reconheceu que a IA transformaria a experiência dos clientes. A liderança foi rápida e montou uma força-tarefa multidisciplinar, cancelou projetos não relacionados à IA e separou US$ 100 milhões para a reorganização dos negócios a partir da IA.

A decisão trouxe mudanças para toda a empresa: equipes de produto reorganizadas, uma nova estratégia de suporte técnico que priorizou a IA e uma plataforma feita para apoiar o Fin no atendimento de grandes volumes e consultas complexas dos clientes.

Veja a seguir as três lições da jornada da Intercom que qualquer equipe, onde quer que esteja no momento, pode aplicar imediatamente.

“Para priorizar a IA, é preciso desenvolver com esse propósito do início, não pode ser um anexo.”
Paul Adams, diretor de produto da Intercom

Lição 1: experimentar desde o início e sempre, para estabelecer a fluência do modelo

A Intercom testa os modelos desde o princípio e com muita frequência, gerando aprendizados importantes com esse trabalho.

A equipe começou a fazer experimentos com modelos generativos logo no início, e essa experiência prática ajudou a mapear limitações e encontrar oportunidades. Quando o GPT‑4 foi disponibilizado, no início de 2023, a empresa estava pronta. Em quatro meses, lançou o Fin e não parou mais de acelerar.

“Conseguíamos usar o GPT‑3.5 para ter conversas fluidas com alguns momentos mágicos, mas ele ainda não era confiável o suficiente para gerenciar nossos clientes”, explica Jordan Neill, SVP de engenharia. “Fizemos a lição de casa e, quando o GPT‑4 chegou, já sabíamos que estava pronto e lançamos o Fin.”

Foi essa fluência que ajudou a Intercom a projetar o Fin Tasks, um sistema que automatiza fluxos de trabalho complexos, como reembolsos e suporte técnico. Inicialmente, a equipe planejou um sistema baseado em acesso a dados, mas as avaliações mostraram que o GPT‑4.1 conseguia fazer o trabalho sozinho com muita confiabilidade e baixa latência.

Hoje, o GPT‑4.1 é cada vez mais a base do uso de IA na Intercom, inclusive na lógica principal do Fin Tasks. A equipe também descobriu que a inserção de prompts de linha de raciocínio em consultas sem reflexão eliminava falhas de desempenho, sem a necessidade de pipelines completos de RAG.

A conclusão da Intercom é que, quanto melhor você conhece seus modelos, mais rápida é a adaptação aos novos padrões.

Nas avaliações da Intercom, o GPT‑4.1 mostrou mais confiabilidade na execução de tarefas, com redução de 20% no custo em relação ao GPT‑4o

Lição 2: promova velocidade com avaliações robustas

Para acelerar, é preciso medir o que funciona e por quê.

A rápida adoção de novos modelos, modalidades e arquiteturas pela Intercom baseia-se em um processo de avaliação rigoroso. Cada novo modelo da OpenAI, sejam os usados no Fin Voice, com a Realtime API, ou no Fin Tasks, com o GPT‑4.1, passa por avaliações offline estruturadas e testes A/B que analisam a capacidade de seguir instruções, a precisão das chamadas da ferramenta e a coerência em geral, antes da implementação.

Por exemplo: a equipe compara cada modelo com transcrições de interações reais de suporte, avaliando o seguimento de instruções com várias etapas (como reembolsos), se ele mantém a voz da marca do Fin e se executa chamadas de função de forma confiável. Esses resultados são usados nos testes A/B em produção que comparam taxas de resolução e satisfação do cliente em modelos como o GPT‑4 e o GPT‑4.1.

Essa abordagem ajudou a Intercom a migrar do GPT‑4 para o GPT‑4.1 em poucos dias. Depois de confirmar que o cumprimento de instruções e a execução de funções melhoraram, o GPT‑4.1 foi implementado no Fin Tasks, com ganho imediato de desempenho e satisfação dos clientes.

“Quando o GPT‑4.1 foi disponibilizado, em 48 horas tínhamos os resultados das avaliações e, logo em seguida, um plano de implementação”, diz Jordan Neill. “Constatamos imediatamente que o GPT‑4.1 equilibrava bem inteligência e latência para atender às necessidades de nossos clientes.” 

Para o Fin Voice, o mesmo processo de avaliação ajudou a Intercom a validar novos exemplos do modelo de voz e identificar melhorias na latência, execução de funções e aderência aos scripts, recursos essenciais para oferecer suporte por telefone com qualidade humana. 

A Intercom expandiu as avaliações para analisar a dimensão extra da voz nas interações. O Fin Voice é analisado sistematicamente em termos de personalidade, tom, gestão de interrupções e ruídos de fundo, garantindo a qualidade das experiência dos clientes.

Lição 3: desenvolver vantagens de longo prazo com arquitetura flexível

A Intercom se preparou para as mudanças desde o primeiro dia, com uma arquitetura flexível que evolui juntamente com o modelo usado.

O sistema do Fin baseia-se em modularidade e é compatível com várias modalidades, como chat, e-mail e voz, cada uma com suas adaptações em termos de latência e complexidade. A arquitetura permite que a Intercom encaminhe as consultas para o modelo mais adequado a cada tarefa, trocando de modelo sem mexer no sistema associado.

Essa flexibilidade é programada e está em constante desenvolvimento. A arquitetura do Fin já está na terceira versão, e a próxima está sendo desenvolvida. Conforme os modelos melhoram, a equipe adota a complexidade necessária para aproveitar novos recursos e simplifica o que for possível.

Essa adaptação foi crucial para o Fin Tasks. A princípio, a empresa pensou que precisaria de uma arquitetura personalizada de acesso a dados para o Fin Tasks, a qual resolve solicitações complexas dos clientes e executa processos em várias etapas, como emissão de reembolsos, alterações nas contas ou solução de problemas técnicos. 

Porém, o GPT‑4.1 o GPT‑4.1 superou as expectativas no seguimento de instruções, oferecendo a mesma confiabilidade com menos latência e custo.

“Para ser sincero, acho que as pessoas não dão o devido crédito ao GPT‑4.1”, comenta Pratik Bothra, engenheiro-chefe de aprendizado de máquina da Intercom. “Ficamos surpresos de verdade com o perfil de latência e custo. Conseguimos transformar toda a arquitetura e remover muita complexidade.”

Fluxograma intitulado “Diagrama do Mecanismo de IA da Intercom”, ilustrando uma arquitetura modular sub-agente. O gráfico mostra o processamento de uma consulta em seis etapas, todas executadas por LLMs especializados: pesquisa vetorial, chunking personalizado, reclassificadores personalizados, refinar, gerar e validar. O fluxo enfatiza acesso a dados, reclassificação e validação em várias etapas para gerar a resposta final.

Fin AI Engine™

Criação de experiências conectadas com dados unificados e automação de fluxos de trabalho

A equipe só está começando. Com modelos avançados e arquitetura modular que funciona com qualquer modelo, a Intercom está indo além do atendimento a clientes, aplicando fluxos de trabalho em toda a empresa, resolvendo problemas mais rápido e melhorando a experiência dos clientes:

  • Equipes de suporte: resolvem a maioria das consultas recebidas por chat, e-mail, voz e muito mais com o Agente de IA Fin
  • Equipes de operações: automatizam fluxos de trabalho complexos, como reembolsos, alterações em contas e atualizações de assinatura com o Fin Tasks
  • Equipes de produto: usando o Servidor MCP da Intercom, ferramentas de IA como o ChatGPT podem acessar conversas de clientes, tíquetes e dados de usuários, ajudando todas as equipes a localizar bugs, definir roteiros, ajustar as mensagens e preparar-se para análises de qualidade. 

A Intercom criou uma plataforma de IA escalável, acompanhando rigorosamente as avaliações e o desempenho e mantendo um design flexível, o que permitiu transformar o atendimento e gerou aprendizados para qualquer empresa que esteja desenvolvendo com IA.

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