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OpenAI

29 de março de 2026

Assuntos Globais

Ajudando equipes de resposta a desastres a transformar IA em ação na Ásia

Workshop de IA inédito com a Gates Foundation, o ADPC e a DataKind.

Hoje, em Bangkok, estamos reunindo 50 líderes de gestão de desastres do Sudeste e do Sul da Ásia para nosso AI Jam inaugural para profissionais de gestão de desastres, em parceria com a Gates Foundation, o Asian Disaster Preparedness Center (APDC) e a DataKind .

A pergunta que guia esta iniciativa é simples, mas urgente: como a IA pode ajudar governos e organizações sem fins lucrativos a responder mais rápido e com mais eficácia quando mais importa? 

Os participantes vêm de 13 países — Bangladesh, Índia, Indonésia, RDP do Laos, Malásia, Mianmar, Nepal, Paquistão, Filipinas, Sri Lanka, Tailândia, Timor-Leste e Vietnã — representando agências governamentais, organizações multilaterais e organizações sem fins lucrativos. Muitos estão diretamente envolvidos na resposta a desastres em campo, coordenando informações, apoiando comunidades afetadas e tomando decisões críticas sob pressão de tempo.

Este esforço também se baseia na expansão do nosso Programa OpenAI for Countries⁠(abre em uma nova janela) anunciada em Davos. Na essência, este trabalho é sobre ajudar organizações a ir além do interesse em IA e chegar a aplicações no mundo real, incorporando-a aos desafios operacionais que enfrentam todos os dias. 

Respondendo ao aumento dos riscos de desastres na Ásia 

Equipes de resposta a desastres frequentemente operam em ambientes com recursos limitados, lidando com dados fragmentados, processos manuais e infraestrutura restrita. Essas limitações podem desacelerar a coordenação e atrasar decisões críticas, especialmente em situações que evoluem rapidamente, em que informações em tempo hábil são essenciais. Muitas equipes agora estão explorando como a IA pode apoiar melhor esses fluxos de trabalho.

Essa urgência só aumenta. No segundo semestre do ano passado, uma série de tufões e tempestades severas no Sul e no Sudeste da Ásia afetou comunidades e levou os sistemas de resposta a desastres ao limite. A Ásia continua sendo a região mais propensa a desastres no mundo, respondendo por cerca de 75% das pessoas afetadas por desastres globalmente. O Banco Mundial estima que, em anos anteriores, os desastres custaram mais de US$ 11 bilhões aos países da ASEAN. 

Nesses momentos, também vemos uma mudança na forma como as pessoas buscam apoio. Durante o ciclone Ditwah, no Sri Lanka, dados internos mostraram um aumento de 17× nas mensagens relacionadas a ciclones no ChatGPT, destacando como a IA já está sendo usada para acessar informações e orientações durante crises. Durante o ciclone Senyar, em novembro de 2025, a Tailândia viu aumentos semelhantes no uso de IA, com o volume de mensagens saltando 3,2× em comparação aos meses anteriores. Isso aponta uma oportunidade clara de integrar a IA de forma mais direta à maneira como equipes de resposta coletam informações, tomam decisões e se comunicam durante emergências.

Criando soluções práticas de IA

Foi nisso que o nosso Jam se concentrou. Na sessão de hoje, os participantes trabalharam lado a lado com mentores da OpenAI para encontrar formas práticas de como a IA pode apoiar seu trabalho diário. Em vez de começar do zero, eles exploraram a criação de GPTs personalizados e fluxos de trabalho reutilizáveis que podem aplicar em diferentes situações — de relatórios de situação à avaliação de necessidades e à comunicação pública. As sessões também enfatizaram a importância do uso responsável e da construção de confiança institucional na adoção de tecnologias de IA.

O Prof. Dr. Yodchanan Wongsawat, membro da Câmara dos Representantes da Tailândia, abriu a sessão destacando a importância da colaboração público-privada para fortalecer a preparação e a resposta a desastres em toda a região.

"No futuro, a IA mais poderosa não será apenas a mais inteligente; será a mais acessível. A tecnologia só importa se chegar às pessoas que mais precisam dela. As capacidades para resolver desafios do mundo real já existem hoje, e colaborações como esta, entre a OpenAI, o ADPC e a Gates Foundation, mostram como reunir expertise entre setores pode transformar esse potencial em soluções escaláveis no mundo real."

- Prof. Dr. Yodchanan Wongsawat, membro da Câmara dos Representantes da Tailândia

"Esta sessão busca reduzir a distância entre o que a IA pode fazer e como ela é realmente usada em campo. Em toda a Ásia, há forte impulso e interesse em IA, mas a verdadeira oportunidade é transformar isso em capacidade prática. Ao trabalhar diretamente com profissionais de resposta a desastres, podemos garantir que essas ferramentas sejam úteis, acessíveis e ancoradas em necessidades do mundo real."

—Sandy Kunvatanagarn, líder de Políticas Públicas na OpenAI

"Capacitar as pessoas mais próximas das comunidades com o conhecimento e as habilidades para aproveitar o poder de ferramentas digitais e de tecnologias emergentes como a IA é um dos investimentos mais poderosos que podemos fazer em preparação e resposta a desastres. Temos orgulho de reunir parceiros de toda a região e ver isso se transformar em ferramentas que podem ser colocadas em prática imediatamente."

—Dra. Valerie Nkamgang Bemo, diretora adjunta de Resposta a Emergências na Gates Foundation

"A IA está abrindo novas possibilidades para como entendemos e respondemos a desastres. O ADPC integra IA a ferramentas geoespaciais e análises de risco para transformar dados de satélite e de observação da Terra em insights acionáveis. O AI Skills Jam pode melhorar a alfabetização em IA e capacitar pessoas a encontrar soluções para desafios de desastres.

Podemos combinar ferramentas de IA com expertise regional e parcerias para fortalecer sistemas de alerta precoce, aprimorar o mapeamento de riscos e apoiar uma tomada de decisão mais rápida e bem informada para comunidades e governos em toda a região."

—Sr. Aslam Perwaiz, diretor executivo do ADPC

Junto com nossos parceiros, estamos explorando uma segunda fase nos próximos meses, com foco em implantações piloto e em uma colaboração técnica mais profunda com as organizações participantes em toda a região. Esperamos continuar esse trabalho, construindo ferramentas práticas que ajudem comunidades a se preparar e responder a desastres com mais eficácia. 

1  Fonte⁠(abre em uma nova janela): Humanitarian Action, dez. de 2025 

2 Fonte:⁠(abre em uma nova janela) Banco Mundial, fev. de 2026