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OpenAI

23 de outubro de 2026

Startup

Anima reduz espera ao telefone em 75% com GPT‑6 e GPT‑Live

A Anima amplia as possibilidades das equipes de saúde com modelos da OpenAI, aumentando sua capacidade de atender aos pacientes.

Logotipo da Anima em branco sobre papel de algodão azul-ardósia com uma curva em relevo suave.
Tamanho da empresa: Startup
Região: Europa e Reino Unido
Setor: Saúde
Produtos: API

75%+

Redução no tempo de espera ao telefone

3,5

Tempo mediano aproximado de resolução de casos (horas)

2–3×

Taxa de processamento típica de documentos em relação à inicial

86%

Dos pacientes entrevistados usariam a assistente de IA Andi novamente

Carregando…

Solicitações de pacientes, correspondências clínicas e notas de consulta geram demandas que as equipes de saúde precisam analisar e atender. Quando esse trabalho se acumula, os pacientes podem esperar mais por uma resposta, e informações importantes podem ficar paradas nas filas.

A Anima⁠(abre em uma nova janela) reúne esses fluxos de trabalho em uma única plataforma, com assistentes de IA especializados que coletam históricos de pacientes, processam documentos e redigem notas clínicas para as equipes de saúde. Sua visão é oferecer cuidados de saúde personalizados para todos, guiada pela convicção de que o atendimento deve acompanhar as necessidades de cada pessoa.

A Anima começou no Reino Unido, onde hoje atende mais de 14 milhões de pacientes em mais de 1.000 clínicas e processa mais de 800 mil casos por mês. Agora, está expandindo sua atuação para os Estados Unidos, a Austrália e outros países. A empresa usa modelos GPT‑6 nos fluxos de trabalho com documentos e o GPT‑Live nas chamadas. Segundo Shun Pang, CEO e cofundador da Anima, a OpenAI foi escolhida após uma avaliação comparativa de todos os modelos de código fechado e aberto.

"Escolhemos a OpenAI para as operações críticas da Anima pela inteligência superior, pela inteligência por dólar investido e pela facilidade de direcionar os modelos com aprendizado em contexto."

—Shun Pang, cofundador e CEO da Anima

Facilitando o contato dos pacientes por telefone e ajudando as equipes de saúde a atendê-los

Antes de fundar a Anima, Shun passou por uma formação clínica, durante a qual viu um paciente deixar de receber um atendimento que poderia salvar sua vida porque resultados anormais de exames ficaram seis meses em uma fila. Ele passou a acreditar que o problema da saúde não estava na medicina, mas na forma como as informações circulavam pelo sistema. Ele criou a Anima para ampliar a capacidade das equipes de saúde de atender às necessidades dos pacientes. A plataforma reúne solicitações de pacientes, documentos clínicos e tarefas de acompanhamento em um só lugar.

Andi, a recepcionista de IA da Anima, foi desenvolvida com o GPT‑Live. Os pacientes podem descrever seus sintomas por telefone à Andi, enquanto o mecanismo de regras proprietário da Anima conduz a conversa por fluxos de atendimento inicial determinísticos e clinicamente aprovados. Em seguida, o GPT‑5.4 mini seleciona o questionário adequado, e o histórico médico preenchido aparece como um caso estruturado no painel da clínica. Médicos e funcionários da clínica podem analisar o caso e tomar as providências necessárias a partir dali.

A Anima informa que as clínicas que usam a Andi reduziram a espera ao telefone de 40 a 50 minutos para 10 minutos, uma redução de pelo menos 75%. Nas pesquisas da Anima com pacientes, 86% disseram que usariam a Andi novamente. A Anima constatou que pessoas na faixa dos 80 e 90 anos estavam entre os usuários mais satisfeitos. "Elas ficam muito felizes em conversar com um agente de voz", diz Shun. "Ele tem uma paciência infinita e é muito educado."

Processando 100 mil documentos em poucos dias

O Documents, produto da Anima, usa modelos GPT‑6 para extrair informações dos documentos clínicos recebidos, como remetente, destinatário, tipo de documento e datas de eventos. Em seguida, um fluxo de processamento com várias etapas associa cada documento ao paciente correto, identifica os códigos clínicos adequados e sugere a próxima ação para avaliação da equipe da clínica.

A codificação clínica se mostrou um dos problemas técnicos mais difíceis de resolver. "Existem cerca de 800 mil códigos SNOMED possíveis", diz Michael Skupien, líder de engenharia da Anima. "Apenas uma parte é usada regularmente, mas, ainda assim, cada clínica toma decisões diferentes sobre quais códigos usar."

Em vez de pedir que as clínicas configurem o sistema ou fazer o ajuste fino de modelos separados para cada cliente, a Anima usa aprendizado em contexto para adaptar as decisões dos modelos a cada clínica. Essa abordagem exige modelos capazes de seguir instruções de forma consistente.

"Todos os modelos da OpenAI seguem instruções muito bem, são fáceis de direcionar e respondem de forma confiável a esse direcionamento."
—Michael Skupien, líder de engenharia da Anima

Segundo a Anima, clínicas que antes processavam cerca de 15 documentos por hora costumam processar de 30 a 45. As de melhor desempenho processam de 45 a 60. "Já vimos clínicas eliminarem um acúmulo de mais de 100 mil documentos em poucos dias após adotar a Anima", diz Shun. "Isso significa que atualizações importantes e mudanças na medicação chegam rapidamente aos profissionais de saúde, em vez de ficarem meses em uma fila."

Redigindo notas clínicas em segundos

Enquanto os pacientes compartilham informações essenciais, os médicos precisam dividir a atenção entre escutar e fazer anotações para o prontuário. A Anima desenvolveu seu produto Scribe com o GPT 5.6 Luna para transformar transcrições de consultas em notas clínicas estruturadas e, depois, reutilizar esse mesmo contexto clínico para redigir cartas de encaminhamento e mensagens de acompanhamento aos pacientes.

Transcrição de consulta no Anima Scribe com sintomas destacados, códigos clínicos e uma tarefa de radiografia de tórax.

Em vez de digitar durante toda a consulta, o médico pode dedicar mais atenção ao paciente. A Anima informa que notas de consulta que antes levavam vários minutos para serem escritas agora são redigidas em segundos para revisão do profissional de saúde. Cartas de encaminhamento que costumavam exigir de 5 a 15 minutos de elaboração também podem ser redigidas em segundos a partir da consulta e do prontuário do paciente, prontas para revisão do profissional de saúde.

"Os pacientes recebem mensagens claras de acompanhamento logo após a consulta, o que reduz a ansiedade e ajuda a lembrar das orientações", diz Shun. "Ouvimos com frequência que os médicos agora encerram o expediente no horário, em vez de trabalhar até as 20h ou 21h."

Ampliando a capacidade de oferecer cuidados conforme as necessidades

A visão da Anima é oferecer cuidados de saúde personalizados para todos. Isso exige que as equipes de saúde tenham informações, tempo e capacidade para entender e atender às necessidades de cada pessoa ao longo de toda a jornada do paciente.

O trabalho com os modelos da OpenAI permite avanços concretos rumo a essa visão. A Andi coleta informações por telefone e as transforma em solicitações estruturadas para que a equipe tome as providências necessárias. O Documents ajuda as equipes a processar as informações clínicas recebidas. O Scribe redige notas e mensagens de acompanhamento para revisão dos profissionais de saúde.

A Anima informa que a maioria dos casos em sua plataforma é resolvida em até 24 horas, com um tempo mediano de resolução de aproximadamente 3,5 horas. "Estamos causando um enorme impacto na vida de 14 milhões de pacientes no Reino Unido com o apoio dos modelos da OpenAI", diz Shun. "Isso é realmente essencial para os pacientes e as clínicas."

A Anima dá às equipes mais tempo para cuidar dos pacientes hoje e as ajuda a desenvolver fluxos de atendimento e serviços para o futuro.