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OpenAI

Escrever com IA

Cinco maneiras de aproveitar o ChatGPT, segundo escritores profissionais

Hi! I want to write a short story, but I need a little help getting started. Can you help me come up with an interesting and original premise?

I’d like all the ideas to come from me, but I want your help eliciting them. First, provide me with 10 questions to:

  • Inspire my creativity and imagination
  • Prompt me to juxtapose disparate concepts or settings to create novel ideas
  • Recall meaningful memories, funny stories, conversations, and emotional moments from my own life experiences

Then, ask me each question one at a time. For each response, ask two follow-up questions, one at a time, before moving on to the next question. Let's have a fun and playful conversation to spark my creativity!

Absolutely! Let's get creative! Here are the 10 questions I'll ask to guide your storytelling:

  1. What was the most surprising or unexpected thing that ever happened to you?
  2. What’s a hobby, job, or skill you’ve always wanted to master, but never had the time or opportunity to pursue?
  3. Imagine a place where two completely different worlds collide. What would those worlds look like, and how would they interact?
  4. Have you ever had a conversation that left a lasting impression on you? What was it about?
  5. What’s the funniest or strangest coincidence you’ve ever experienced?
  6. Is there a time in your life when you felt completely out of your element? What was that experience like?
  7. What’s the most peculiar or mysterious place you’ve ever been to?
  8. Think of an object you own that has sentimental value. How could that object be magical in a story?
  9. Have you ever had a vivid dream that stuck with you long after you woke up? What happened in it?
  10. If you could speak to your younger self, what would you say? How might that conversation spark a story?

Ready? Let’s dive in!

What was the most surprising or unexpected thing that ever happened to you?

Decidimos compartilhar alguns exemplos de como os escritores estão usando o ChatGPT em seus processos criativos. 

A verdade é que as pessoas que escrevem estão usando o ChatGPT como uma espécie de tela em branco para gerar ideias, mas também como consultor de histórias, assistente de investigação e revisor. Ele tem se mostrado um bom aliado para discutir ideias, encontrar a palavra certa, esclarecer pontos e obter feedback sobre a estrutura e o ritmo.

Confira abaixo cinco maneiras de aproveitar o ChatGPT em tarefas de escrita. A ideia não é colocar a IA para escrever por você, mas sim usá-la como uma ferramenta que vai ampliar sua própria criatividade.

“O mais comum é pensar que essa tecnologia vai escrever por nós. Só que posso criar um prompt para que ela faça perguntas. Isso significa qu ela vai me fazer pensar, e me fazer gerar ideias e insights.”
Stew Fortier, escritor e fundador

Feedback editorial

Escrever é uma atividade solitária por natureza, e isso traz uma grande desvantagem: muitas vezes, ficamos presos à nossa própria perspectiva e não conseguimos atingir um bom nível de objetividade. É por isso que os escritores precisam de revisores e editores: são eles que vão conseguir identificar o que está funcionando e o que precisa ser melhorado.

O problema é que essas pessoas nem sempre estão disponíveis e, mesmo quando estão, só têm acesso aos rascunhos finalizados. É aí que o ChatGPT pode ajudar, oferecendo feedback instantâneo e orientação em todas as etapas do processo de redação.

O roteirista David Cornue, por exemplo, entende o ChatGPT como uma sala de roteiristas disponível de domingo a domingo, que vai estar sempre ali para ajudá-lo a desenvolver ideias para histórias e resolver problemas narrativos. Veja como ele usa o ChatGPT para receber feedback sobre os roteiros e sinopses que escreve.

“Uso o ChatGPT como uma espécie de colaborador e avaliador de histórias, e não como gerador de texto.

Tanto que sempre digo aos meus colegas de profissão: se você colocar a máquina para escrever por você, vai perder algo que é só seu. É como copiar o dever de casa de um robô para tirar nota máxima. E eu, no caso, prefiro fazer meu próprio dever de casa.

Nunca mando a IA reescrever uma cena para mim. É muito comum que outros colegas me perguntem: “Como faço para usar essa tecnologia de uma forma benéfica, que conserve a minha própria voz?” E a verdade é que, se você se colocar como o motor criativo por trás da IA, ela se torna uma ótima ferramenta.

Eu, por exemplo, tinha uma ideia muito clara de como queria usar a IA. E a verdade é que sempre estabeleço limites, da mesma forma que uma pessoa faria em um relacionamento. Então sempre incluo nos prompts coisas como: isso é aceitável; isso é inaceitável. Acabei criando uma espécie de barreira para proteger minha criatividade quando disse: “Não escreva isso para mim. Eu sou o escritor. Você, não.”

Hoje, uso o ChatGPT todos os dias. Penso nele quase como se fosse uma sala de roteiristas. Agora, por exemplo, estou trabalhando na adaptação de um romance. Então recorro à IA e digo: “Esta é a minha sinopse. Acho que não é dramática o suficiente. Tem alguma sugestão?” O ChatGPT gera algumas ideias e nós dois conversamos sobre os desafios, como se estivéssemos em uma sala de roteiristas.

Às vezes, peço para ele me dar um feedback de acordo com os princípios de narrativa que desenvolvi. Ou então, peço que ele desempenhe o papel de um roteirista veterano. Basta que eu diga algo como: “Tudo bem, finja que você é tal escritor ou diretor famoso. O que você teria para me dizer?”

No fim do dia, eu estou sempre no comando. É uma tecnologia ótima para me ajudar a testar ideias, além de ser muito mais rápida, mais inteligente e melhor do que qualquer outra coisa que eu poderia imaginar.”

David Cornue

Encontrar as palavras certas

Para escrever bem, você precisa encontrar as palavras certas. Só que existe um verdadeiro abismo entre uma palavra que está quase certa — ou seja, que é útil, mas vaga; que vai na direção certa, mas ainda é imprecisa — e aquela outra, que vai ser capaz de transmitir o significado com precisão. Aquela palavra que Flaubert chamava de “le mot juste”. O conselho do escritor, aliás, era: “Nunca se contente com aproximações.”

O ChatGPT consegue fazer aquilo que um dicionário de sinônimos jamais conseguiu: ele considera a frase em que a palavra aparece, oferecendo sugestões pertinentes e cheias de nuances para ajudar quem escreve a articular ideias com clareza absoluta.

Veja como Farhad Manjoo, ex-colunista do New York Times, usa o ChatGPT para “encontrar as palavras certas”:

“O ChatGPT agora faz parte do meu fluxo de trabalho. Antes de começar a escrever, às vezes converso com ele sobre as ideias que estão rolando na minha mente. É como fazer um brainstorming, porque sinto como se eu estivesse ruminando uma ideia ou pensando em voz alta.

Também já tentei usá-lo como meu primeiro leitor. Depois de escrever alguns parágrafos, mostro o texto ao ChatGPT e peço para ele fazer uma avaliação. Às vezes é muito bom. Por exemplo: às vezes, ele sugere possíveis contra-argumentos ou me direciona até ideias que eu não havia pensado. Não é a mesma coisa que conversar com um editor, claro, mas ainda assim é ótimo poder trocar algumas ideias.

Mas eu uso mesmo o ChatGPT para fazer aquilo que identifiquei no meu artigo do New York Times(abre em uma nova janela): encontrar as palavras certas. A verdade é que estou sempre tentando achar uma maneira inteligente de dizer algo; afinal, escrever é um pouco isso. 

Antes do ChatGPT, eu consultava dicionários e enciclopédias e fazia buscas aleatórias no Google para encontrar a palavra perfeita.

O ChatGPT mudou essa realidade. Além disso, ele também é muito útil com analogias, metáforas e expressões idiomáticas. Muitas vezes, penso em metade de uma analogia e não consigo terminá-la da maneira correta. Agora, se eu quero fazer uma comparação interessante, mas não sei exatamente quais palavras usar, peço a opinião dele — e, depois de algumas tentativas, ele me ajuda a encontrar o que eu estava buscando. Nunca usei nenhuma outra ferramenta que pudesse ajudar com isso.”

Farhad Manjoo

Entrevista reversa

A maioria das pessoas pensa no ChatGPT como uma máquina que responde perguntas. Mas, para o escritor e fundador Stew Fortier, o ChhatGPT é muito mais útil quando os papeis ficam invertidos. Ele chama isso de “entrevista reversa”, uma técnica na qual o ChatGPT orienta o usuário por meio de uma série de perguntas investigativas, extraindo insights e incentivando a pessoa a articular seus pensamentos com mais clareza.

Abaixo, Stew descreve de que modo ele usa o ChatGPT como ferramenta para despertar a criatividade:

“Ele é uma espécie de colaborador criativo. Porque a verdade é que a pergunta precisa sempre ser: Como posso usar a IA para ser mais criativo?

Quase não se fala sobre o fato de que você pode fazer com que essas ferramentas façam perguntas, para fazer você pensar, para motivar você a começar a escrever. É muito mais fácil pensar que é uma tecnologia que vai fazer o nosso trabalho. Mas a verdade é que ela também pode me fazer perguntas. Ela me faz pensar e moldar as minhas ideias, e esse é o início para uma boa escrita.

E se, em vez de virar um gênio dos prompts, você usasse essa tecnologia a seu favor? A IA pode funcionar como uma espécie de colaborador imparcial, ajudando você a extrair essas ideias excelentes e únicas que estão dentro da sua cabeça.

Na minha opinião, o ChatGPT é uma espécie de editor que está sempre disponível e que pode ajudar os escritores a fazerem um trabalho melhor, e não fazer o trabalho por eles. É uma tecnologia que ajuda com brainstorming e investigação, realizando a parte do processo de redação que acontece fora da página.

É como se você estivesse na sala dos redatores do The Onion. Uma equipe de seis pessoas vai ser muito mais engraçadinha do que uma pessoa trabalhando sozinha. Existe uma espécie de simbiose que pode ser alcançada.

Para ser sincero, eu não quero jamais deixar de escrever. Escrever é como fazer exercício físico ou meditar: é uma atividade que eu valorizo, e muito. Mesmo que a IA pudesse escrever uma prosa perfeita, eu vou continuar escrevendo, porque escrever em si é um ato precioso.

Escrever é difícil. Tão difícil, aliás, que as pessoas acabam desistindo. A IA é para aqueles dias em que você ainda não tomou café, não consegue pensar em nada legal, não consegue achar a estatística ou o fato que está faltando e assim por diante. Se ela puder ajudar com isso, então você, o escritor, vai ter mais chances de conseguir fazer o seu trabalho.

Stew Fortier

Criar piadas

Uma boa piada parece simples, mas a verdade é que criar uma boa piada não é nada simples. O humor depende do contexto para funcionar e, como explica a escritora de comédia Sarah Rose Siskind, as piadas do tipo “toc, toc” muitas vezes acabam perdendo a graça porque são apresentadas fora de contexto. A Sarah usa o ChatGPT para pesquisar piadas, descobrir temas e observações exageradas. Com essa base, ela consegue focar na parte divertida e criativa: escrever as piadas, propriamente ditas.

Veja abaixo como Sarah usa o ChatGPT na hora de reunir material:

“Eu uso o ChatGPT para comédia. Ele não vai me dar uma piada pronta, mas vai me ajudar a colocar a cabeça para pensar. Eu digo algo como: “Preciso que você faça uma imitação do Moisés. E, como Moisés, ouça as reclamações de uma garota chamada Megan, que é gerente de mídia social nos dias de hoje, e tente consolá-la — apesar da sua vida ser muito mais difícil do que a dela.” Com o ChatGPT, consigo conversar com qualquer pessoa. E ele faz parecer que a pessoa está bem ao meu lado.

Também é uma ferramenta muito útil quando estou escrevendo a situação que vai desembocar na piada. Certa vez, eu estava escrevendo uma paródia do Shark Tank e perguntei: “Que tipo de coisas as pessoas dizem no Shark Tank?”

Afinal, em uma paródia, não se trata de precisão absoluta. A ideia é ir pegando elementos diferentes e exagerando a situação. Então, não estou só procurando frases comuns do programa, como “Quero investir” — mas coisas exclusivas do Shark Tank que eu possa exagerar. Por exemplo, “Sharks, isso já aconteceu com vocês?”

Teve outra vez em que eu estava escrevendo um discurso sarcástico para um cara em uma conferência de programação. Não sou programadora, então pedi ao ChatGPT para dar uma aprofundada nas piadas internas das comunidades de programação. Perguntei: “Quais são os estereótipos do programador de 50 anos de uma equipe?” O ChatGPT respondeu com, entre outras sugestões: “Eles vão fazer você ouvir histórias sem fim.” Isso me lembrou como as pessoas mais velhas sempre falam sobre ter conhecido celebridades antes de elas ficarem famosas. Então, mandei um prompt para o ChatGPT perguntando quais eram algumas celebridades da tecnologia que poderiam se encaixar no perfil e, da lista apresentada, Steve Wozniak me pareceu a escolha mais engraçada. No final, a piada era sobre como os desenvolvedores mais experientes ficavam sempre contando aos colegas mais jovens sobre aquela vez em que quase conheceram Steve Wozniak em uma festa em 1998. Eu escolhi a direção, mas o ChatGPT me ajudou com os detalhes.

O mais legal, na minha opinião, é que não tenho mais bloqueio criativo. De verdade. Acho que o bloqueio criativo é aquela sensação de solidão, de estar totalmente por conta própria. E não me sinto mais sozinha graças a essa ferramenta.”

Sarah Rose Siskind

Investigação e construção de mundos

Qualquer pessoa que escreve vai afirmar que a investigação é a porta de entrada para novos mundos. Os escritores são aconselhados a escrever sobre o que conhecem, mas, como observou Tom Wolfe, basear-se exclusivamente na experiência pessoal pode acabar limitando o alcance criativo. Para retratar com autenticidade pessoas e lugares nunca antes vistos — reais e imaginários, passados e futuros —, as pessoas que escrevem precisam expandir seus conhecimentos por meio de investigação e redação.

O problema é que a etapa de investigação pode ser extremamente lenta, exigindo que os escritores vasculhem pilhas e mais pilhas de fontes para descobrir um único fato obscuro. Elle Griffin, romancista e escritora do Substack, explica como o ChatGPT acelera esse processo e alimenta a imaginação dela, pois fornece respostas imediatas a perguntas específicas, fomenta conexões inesperadas e proporciona descobertas fortuitas.

“O ChatGPT revolucionou completamente o meu jeito de escrever. 

A parte mais difícil da escrita é, sem dúvida, a investigação. Antes do ChatGPT, eu usava o Google para encontrar estudos, mergulhava na Wikipedia e procurava todas as notas de rodapé, além de ler dezenas de livros da Amazon. Perdi muito tempo vasculhando centenas de páginas da Internet e comprando dezenas de livros só para ler alguns capítulos atrás do que eu queria encontrar.

Agora, tudo o que preciso fazer é perguntar ao ChatGPT algo como: “Existe algum estudo sobre culturas mais e menos emotivas?” e pronto, recebo acesso direto à pequisa da qual preciso. Sempre peço ao ChatGPT que inclua links para as fontes, para que eu possa ter certeza de que as informações estão corretas.

Eu também uso o ChatGPT para fazer um brainstorm de ideias quando começo um novo romance. Certa vez, quis imaginar como seriam os seres humanos daqui a um milhão de anos, então perguntei se havia evidências de que os seres humanos ainda estão evoluindo. O ChatGPT me levou a um estudo que mostra que pessoas que praticam esportes aquáticos e prendem a respiração por longos períodos enquanto mergulham acabaram desenvolvendo um aumento do baço. Outra vez, enquanto eu investigava sistemas tecnológicos, cheguei a um estudo sobre a transmissão de dados através da água. Isso inspirou dois capítulos do meu romance utópico!

Acho importante frisar que nenhuma dessas perguntas diminui de forma alguma a minha própria voz. Elas só me ajudam a chegar mais rapidamente às minhas próprias conclusões, pois consigo encontrar os materiais de referência mais relevantes para mim. O ChatGPT não está escrevendo ou pensando por mim. Está apenas me proporcionando um melhor acesso às informações, para que eu possa dedicar mais tempo à criatividade e menos tempo à busca por informações. E nada disso, claro, vai diminuir a minha paixão pela leitura e pela investigação. Já li vários livros incríveis que eram muito relevantes para os meus interesses, e tudo isso foi graças ao ChatGPT. Ele, afinal, encontrou as obras mais pertinentes para o meu trabalho.

Nem consigo explicar como isso é melhor do que ficar fazendo pesquisas em várias páginas do Google, vasculhando aquelas listas otimizadas para SEO escritas por blogueiros e marcas.”

Elle Griffin

Os escritores

Sarah Rose Siskind(abre em uma nova janela) A escritora de comédia Sarah Rose Siskind usa o ChatGPT para investigar as premissas (mas não as tiradas finais) das piadas. Profissão: Escritora de comédia científica, roteirista de TV Afiliações: Hello SciCom, National Geographic, StarTalk with Neil DeGrasse Tyson, Hanson Robotics

Farhad Manjoo(abre em uma nova janela) Ex-colunista do New York Times que escreve sobre tecnologia e cultura, Farhad Manjoo usa o ChatGPT para “encontrar palavras”. Profissão: Repórter de tecnologia e cultura Afiliações: The New York Times, Slate

David Cornue(abre em uma nova janela) O roteirista de TV e cinema David Cornue usa o ChatGPT para obter feedback de sinopses e roteiros. Profissão: Roteirista, coach de redação Afiliações: ABC 

Stew Fortier(abre em uma nova janela) O escritor e fundador Stew Fortier usa o ChatGPT para esclarecer seu próprio pensamento por meio de “entrevistas reversas”. Profissão: Escritor, fundador Type AI 

Elle Griffin(abre em uma nova janela) A escritora Elle Griffin usa o ChatGPT para fazer investigação exploratória para os seus romances e ensaios da Substack. Profissão: Escritora da Substack, romancista Afiliações: Esquire, Forbes, Substack